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História da Laranja

Tal como todas as árvores de citrinos, a laranja é oriunda das zonas tropicais da Ásia, havendo registos de menção ao fruto, em manuscritos chineses, no ano de 2200 A.C. Ao longo dos séculos, através da expansão do Islamismo e das rotas comerciais árabes, a presença da laranja chega a outras regiões e culturas. O fruto chega à Europa com a expansão do Império Romano mas só começa a fazer parte da flora mediterrânica no final do século XIII. O cultivo da laranja ganha expressão em Portugal com a abertura das rotas marítimas para a Índia, China e Japão e uma das provas disso são espécies de nome português como a espécie “bourtougais / portohal” (dependendo da zona de influência).

O papel português no processo de globalização da laranja é visível, ainda hoje, pelo facto de algumas espécies terem como nome “Portugal” em regiões do Mediterrâneo oriental.  É o caso da Turquia, onde laranja é “portokal”, da Grécia, onde se chama “portokáli” ou da Roménia, país em que o citrino dá pelo nome de “portocáliu”. Em farsi (persa) “portegal” é laranja e em árabe o nome do fruto é “bortugal” ou “burtuqálum”.

No Algarve encontrou-se o cenário perfeito para o desenvolvimento da cor, sabor e qualidade da laranja, tendo a laranjeira doce começado a ser cultivada na região a partir do século XVI. A descoberta de que o fruto era um poderoso aliado para combater o escorbuto terá também levado à sua expansão comercial.

Há relatos de exportação para Espanha, Inglaterra, França ou Países Baixos desde essa altura. Em 1546, por exemplo, há registo de uma nau que partiu de Faro com destino à Antuérpia levando frutos da região, incluindo laranjas.

Também no Algarve, no século XVIII, as árvores de Natal eram decoradas com laranjas, tradição que ainda se mantém em algumas zonas do interior. As laranjeiras são, ainda hoje, muito usadas em praças, casas e jardins.

Hoje, a laranja do Algarve, chega não só a vários países europeus, como à América e a África.